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“Dizer Não”: O poder da canção no conflito entre o coração e a razão

por Altair Campos
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A música “Dizer Não”, de Murilo Huff com participação de Bruno & Denner, explora um conflito emocional complexo, onde o eu lírico se vê preso a um amor que, embora consciente de seu caráter destrutivo, é difícil de largar. A letra reflete a luta interna entre o desejo de se libertar de uma relação que já não traz benefícios emocionais e a fraqueza de não conseguir resistir aos encantos e manipulações da outra pessoa. A canção ilustra uma dinâmica onde a pessoa amada tem o poder de controlar os sentimentos do eu lírico, dobrando-o à sua vontade sem muito esforço.

A repetição do verso “Eu até sei dizer não, mas meu não vira um sim na sua mão” é uma das frases centrais da música e encapsula o dilema vivido pelo eu lírico. Ele sabe o que deveria fazer para se proteger, mas, no final, é incapaz de dizer “não” de maneira firme quando está diante dessa pessoa. O “não” se torna vazio, manipulado pela outra pessoa, que consegue reverter qualquer resistência. Essa vulnerabilidade é amplificada pelo tom de resignação presente na música, revelando como a vontade de ser amado pode levar uma pessoa a comprometer seus próprios princípios e necessidades emocionais.

Outro elemento importante da canção é a metáfora do vício. O eu lírico reconhece que o relacionamento é algo que ele deveria largar, mas como um vício, é difícil se afastar. “Vício não é fácil largar” reforça a ideia de que, embora ele tenha plena consciência do mal que faz, ainda assim sente a necessidade de retornar, como se estivesse dependente da presença e do afeto da outra pessoa, mesmo sabendo que isso não é saudável.

A música traz à tona a complexidade das relações emocionais, especialmente quando há manipulação e dependência. O eu lírico, embora sabendo que precisa se afastar, encontra-se preso a um ciclo de fragilidade emocional. “Dizer Não” é uma reflexão sobre como, muitas vezes, o desejo de amor pode nos tornar vulneráveis, nos fazendo aceitar o que não deveríamos, mesmo quando já sabemos das consequências.

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