Após quase morrer em bariátrica, Dra. Ana Luisa Vilela emagreceu 60 kilos e hoje ajuda pessoas

Em tempos de canetas emagrecedoras e o modismo de recorrer a remédios para chegar ao peso ideal, a médica nutróloga Dra. Ana Luisa Vilela pontua: “Depois de bater 125 kilos e sofrer com depressão e síndrome do pânico apostei na bariátrica e tinha realmente indicações para o procedimento: IMC alto e comorbidades associadas a ele como hipertensão, pré-diabetes e problemas articulares, além dos transtornos psicológicos”, lembra.

Mal previa ela que após uma hemorragia interna teria sequelas e muitos problemas, no último ano do curso universitário e aos 26 anos de idade. “Durante o procedimento, a parede do esôfago foi rasgada e como o órgão tem artérias muito grandes, comecei a sangrar por dentro, mas ninguém viu. Acordei vomitando sangue e só sobrevivi porque estava em um bom hospital e assistida por uma equipe médica competente”.

Quem diria que essa quase tragédia iria mudar a conduta da doutora, que, estava se especializando em cirurgia bariátrica e decidiu então, seguir a formação em nutrologia, objetivando ajudar as pessoas a perderem peso de maneira mais saudável. “Por sofrer com a obesidade desde pequena, sei o que meus pacientes passam e coloquei isso tudo a serviço da qualidade de vida deles. Lembro que minha primeira consulta no endocrinologista foi aos 5 anos e nunca mais parei. Sempre tentei de tudo e não conseguia perder peso. Apenas depois de quase morrer, levei a sério o processo e perdi 60 kilos executando a reeducação alimentar”, conta.

Ao voltar para mesa de cirurgia, na busca por cessar a hemorragia, os médicos tentaram desfazer a bariátrica sendo que Ana ficou três dias em coma induzido e mais 20 dias na UTI, sem poder se alimentar. “Eu fiquei com o ônus da bariátrica, sem um pedaço do estômago, do duodeno e do intestino, mas sem o bônus. Curiosamente, nesse período, eu já havia sido aprovada para o programa de residência médica em cirurgia geral com ênfase em bariátrica, no mesmo lugar onde fui operada: a Beneficência Portuguesa de São Paulo”.

Atenta, a médica compara a expectativa que teve pelo procedimento aos modismos desfreados com o uso das canetas emagrecedoras. “Pratico a medicina integrativa, entendendo que cada paciente é único. No meu caso, reduzi o consumo de carboidratos, mas não cortei, e de açúcar. Aumentei a ingestão de fibra e proteína. Como de tudo, em pequenas quantidades, faço exercícios para ganhar massa muscular e terapia para entender os gatilhos da compulsão alimentar. As canetas, na minha opinião, podem ajudar a impulsionar a perda, mas não são a solução final”.

A mãezona do Joaquim de 12 anos, aos 45 realizou um outro grande sonho: ser mãe de menina e hoje divide as tarefas de consultório com a missão de acompanhar a pequena Aurora, no auge dos seus quase dois aninhos. “Se eu tivesse a cabeça que tenho atualmente, acho que não teria operado. É preciso entender que nenhum método é definitivo o suficiente: o paciente terá que mudar, com a cirurgia ou sem ela, com ou sem canetas, se quiser perder peso”, declara.

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